terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Madrid - Parte 2

Demoramos uns 40 minutos para chegar na casa da Titi e do Marcello. E foi o tempo de parar de nevar e começar a chover! Mas chegamos bem graças à memória infalível de Rhazinha! Primeiro encontramos Marcellito! Fizemos tanta festa no hall do prédio em que eles moram que uma senhorinha até saiu de casa para nos dar um olhar de reprovação – também conhecido como “as boas vindas do povo espanhol”!


Encontramos a Titi no meio do caminho de uma surpresinha que eles arranjaram pra gente: almoço na casa de uma brasileira, D.Cida, que serve comida pra gente matar um pouquinho da saudade de casa! Por 10 euros podíamos comer, a vontade, arroz, feijão (de verdade), bife acebolado, salada e guaraná antártica! De lá, voltamos pro apartamento deles pra descansar um pouco e ter forças para sair a noite. Até parece! Não dormimos coisa nenhuma! Nem saímos! Ficamos conversando, fofocando, falando mal de um monte de gente, rindo, rindo e rindo mais um pouco! Até assistimos novela! Fofocamos mais um pouco e lá pelas 2 da manhã fomos dormir!
Acordamos às 14:30, comemos e fomos à escola de espanhol deles. Impressionante como eles são queridos lá. E como todos da escola foram simpáticos! Igualzinho ao povo da nossa escola de inglês! Haha! Pegamos um mapa e, como já estava bem tarde para fazer muitas coisas, fomos ao Parque do Retiro. E ainda conseguimos ver mais neve, mesmo que esta já tivesse cessado. E, dentre muitas fotos bestas, tivemos a brilhante, porém nada original, idéia de fazer uma guerrinha de neve! Foi bem divertido, até a Rha jogar uma bolinha de neve bem na minha cara! Hahaha!

Passeamos no parque por mais um tempo e de lá fomos a um barzinho comer um lanchinho típico espanhol. Cada um pediu um prato, cujos nomes não vou lembrar agora! E pedimos uma porção de “croquetes de jamóm” – surreal! Mas isso era só uma boquinha! Não podíamos comer muito porque, no dia anterior, tínhamos feito uma encomenda na casa da D. Cida: 8 coxinhas e 8 pães de queijo! Infelizmente, por problemas pessoais, ela não conseguiu levar nossos snacks. Então o Marcellito teve que comprar macarrão e cozinhar pra gente! Tentamos dormir cedo com o objetivo de acordar cedo e aproveitar mais do dia seguinte.

Na quinta-feira, nosso último dia de verdade lá, não teve jeito! Acordamos tarde de novo! Mas saímos de casa o mais rápido possível para almoçar num restaurante brasileiro chamado “Picanha” – o nome dispensa explicações! Comemos até não agüentar mais! Com direito até a suco de caju e de maracujá! Saímos de lá meio pesados, mas tínhamos a obrigação de conhecer alguns pontos turísticos da cidade! Fomos ao museu Reina Sofia, passando pela estação de trem que sofreu o ataque terrorista em 11 de março de 2004. No museu vimos obras lindas de Miró, Salvador Dalí, Picasso e por ai vai. Mas nada se compara à Guernica, do Picasso. Que sensação estranha. Primeiro, porque o quadro é gigante. Ocupa uma parede inteira. Tem uma fita de segurança no chão, se você passar daquele ponto o alarme dispara (como se alguém fosse conseguir sair de lá despercebido com um quadro daquele tamanho! Haha!). Segundo porque nas salas ao lado da que se encontra a Guernica têm os rascunhos de Picasso, tudo que ele desenhou até chegar à obra pronta. Depois dessa overdose da Guernica nós ficamos super esgotados. Só passamos em mais algumas salas que tinham quadros surrealistas (a maioria de Salvador Dalí).

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