sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Enfim, Londres!

As passagens para Londres já estavam compradas desde dezembro. A Titi iria vir de Madrid passar o fim de semana em Dublin e iríamos para Londres eu, Mari e Titi. Iria ser a viagem perfeita: nós três novamente juntas, em nada mais nem nada menos que LONDRES!

É, mas como nem tudo são flores, a Titi caiu da escada na faculdade e quebrou o pé. Rompeu o ligamento, ganhou um par de muletas e repouso de pelo menos duas semanas. Na véspera de viajarmos, também tivemos problema de grana e quase tudo foi por água abaixo. Mas bola para frente, fizemos nossa opção de que se tivesse que tirar alguma viagem do roteiro, Londres continuaria dentro!

Lá fomos nós. Terça feira de manhã, acordamos cedo para ir de ônibus para o aeroporto: qualquer dinheiro economizado era uma boa idéia! O único problema é que no caminho a pé, até o ponto de ônibus, começou uma chuva de granizo super forte. E, enquanto continuávamos andando, já com o rosto doendo daquelas pedrinhas geladas batendo, começou também a nevar... Um friozinho considerável viu...

Chegamos ao aeroporto já com medo de o vôo ser cancelado. No dia anterior, Londres tivera a maior nevasca dos últimos 18 anos e os aeroportos estavam todos fechados. É, mas graças a Deus, tudo deu certo e nosso vôo apenas atrasou 1 hora.

À primeira impressão, Londres estava linda, toda branquinha de tanta neve. Pegamos um ônibus até o centro da cidade e, de lá, fomos procurar o metrô. Antes disso, uma parada estratégica para almoçar. Um delicioso prato de salada, batatas e sirloin – o mais gostoso corte de carne que eles têm por esses lados – por incríveis £6,50 com a bebida já inclusa!

Depois disso, resolvemos ir para o hostel (albergue) deixar as malas. A estação de metrô ficava dentro desse shopping em que comemos. O bilhete do trem nos custou nada menos que £4.00! Caro né? Sim, também ficamos chocadas. A sorte é que depois descobrimos que tinha um outro bilhete que custava £5.60, mas era válido pelo dia inteiro! Tem um outro também que custa mais ou menos £25 e vale por uma semana, mas para nós não valia a pena. Bom, depois de comprar o blilhete, fomos para a plataforma esperar o metrô. Achamos que só podíamos pegar um específico, então tivemos que esperar um bom tempo. Depois de meia hora sem o trem chegar e com o corpo congelando de frio, decidimos fazer a mágica de pedir informação... É isso mesmo que você está pensando, podíamos pegar qualquer metrô!

Chegamos no hostel e a primeira impressão foi bem boa. Ok, de longe ele era meio estranho. Umas luzes florescentes azuis não passavam a imagem de um lugar muito familiar, mas ao entrar, gostamos muito. Tinha tudo: bar, internet (com computadores deles e wi-fi), lavanderia, lugar para guardar as bagagens depois do check-out e também uma “vendinha” para coisas rápidas, tais como sabonete, café, snacks, chiclete, etc. O hostel é enorme, tem capacidade para cerca de 800 pessoas, com todos os quartos separando homens e mulheres. Alguns com banheiro privativo, outros não. Pagamos £18 por 3 noites, em um quarto para 4 meninas, já com café da manhã incluso. Quase de graça, ainda mais se tratando de Londres, uma cidade bem cara. Recomendamos! O nome do hostel é Generator, mas é bom reservar antes pela internet, porque está sempre lotado!


Bom, mas quando chegamos lá, estávamos super cansadas, com muito frio... Só bebemos alguma coisa no bar e cama!

Chegamos em Londres na terça feira a tarde, mas praticamente perdemos o dia por causa do episódio perdidas no metrô. Tínhamos quarta, quinta e metade da sexta (já que tínhamos que estar a caminho do aeroporto por volta das 16h30) para nos organizar e conhecer o máximo de coisas possível!


No primeiro dia fomos direto ao ponto: Palácio de Buckingham, Big Ben, London Eye e Picadilly Circus.


No Palácio, não conseguimos ver a troca da guarda. Voltamos até no dia seguinte para tentar ver (porque seria o dia certo para ter), mas estava nevando, chovendo, aff... nada de trocarem a guarda! Mas é enorme... Cheio de janelas... Fiquei imaginando os cômodos por trás de cada uma delas, a rainha lá dentro, ai ai ai... hahaha!



A London Eye também é linda e enorme... E a vista lá de cima é mais maravilhosa ainda! A Mari, mesmo com medo de altura, subiu e também adorou! Nunca pensei que a roda gigante fosse tão devagarzinha... Para se ter uma idéia, ela nem pára para outras pessoas subirem... Dá tempo do grupo sair da cápsula e um novo grupo entrar sem problemas. A volta inteira dura cerca de 20 minutos, bem menos do que eu imaginava também. Depois da volta, vale a pena comer o donut da tiazinha da frente. São três por £2. E não é muito doce, do jeito que eu adoro!


Bom, o Big Ben também me surpreendeu muito. Ele é bem mais baixo do que eu imaginava, mas muito mais bonito! Tem uma arquitetura interessantíssima... À noite então... Aquelas luzes todas... Nossa, o parlamento fica lindo!

O Picadilly Circus foi quase um choque. Quando coloquei minha cabecinha para fora d estação de metrô, ali estava ele... Aquela parede de painéis todos iluminados. As marcas mais famosas do mundo ali, piscando suas propagandas. E fiquei elucubrando o quanto não deve custar uma propaganda ali... E a gente pensando que 30segundos da globo era uma das coisas mais caras da propaganda... rs!

Na quinta feira aproveitamos para ir no Madame Tousseud, o famoso museu de cera! Foi sensacional! Nos divertimos muito! Perfeito... Tinham uns que dava até agonia olhar demais... Depois um passeiozinho básico pelo Convent Garden e tomamos o caminho do teatro... Sim, do teatro! Fomos assistir Dirty Dancing. Lembrou do filme né? Estou falando dele mesmo, mas a peça de teatro, que originou o filme. Foi lindo... Amamos!

No último dia, tínhamos que ir na St Paul’s Cathedral e na Tower Bridge. Fizemos um de manhã e outro no começo da tarde! Tava um frio tão forte que mal conseguíamos aproveitar as coisas... O vento machucava. E, para ajudar, o zíper do meu casaco quebrou e tive que andar com aquela porcaria aberta... Aiii, me dá frio de novo só de lembrar!
Para mim, a viagem ainda teve uma surpresa a mais que foi poder reencontrar dois primos que eu não via há anos. Eles estão morando em Londres e conseguimos arrumar um tempinho em que os horários casassem. Foi ótimo encontrá-los!

Balanço da viagem? Cansativa, gelada e a que mais gastei dinheiro! Mas, sem dúvida, realizei um sonho conhecendo Londres, me diverti muito, assisti Dirty Dancing e vi neve até enjoar! Resultado: AMEI!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Na terra dos Fab4!

Já há algum tempo que eu tento fazer esse post. Mas toda vez que começo a escrever, esqueço que o foco é a vigem a Liverpool, não o quanto eu amo os Beatles! Então vou ser, no meu melhor estilo, curta e grossa!

Dia 28 de fevereiro, eu, Rha e Alex (um dos meninos que moram com a gente) fomos fazer um bate-e-volta, super básico, pra Liverpool! Como sempre, saímos de casa super cedo porque o vôo era de manhã. Detalhe: foi a primeira viagem internacional do Alex desde que ele chegou aqui na Irlanda!

Chegamos ao aeroporto John Lennon (sim, porque é óbvio que a cidade gira em torno dos Beatles!) e de lá pegamos um ônibus para o centro. Eu não conseguia para quieta, a empolgação de estar ali, na cidade da melhor banda de todos os tempos, me consumia! No caminho, olhando pela janela, começamos a ver como Liverpool é bonita. E bem diferente de Dublin!

Descemos no último ponto e fomos direto em direção ao museu “The Beatles Story”. Da onde estávamos dava para ver o Liver Building, que tem um relógio que eu ouvi dizer ser maior que o próprio Big Ben (também conhecido pelos integrantes da viagem como o Big Ben maior que o Big Ben!), o que não sei se é verdade! Chegamos ao museu! Nossa, como eu tava feliz não conseguia me conter! E minha felicidade conseguiu contagiar a Rha e o Alex! Haha!


“The Beatles Story”, como já é dito no nome, conta a história da banda desde o comecinho. E cada sala do museu fala de alguma fase específica. Além de ter itens mega preciosos para os fãs, como a primeira guitarra do George Harrison e o piano branco do John Lennon. Eu poderia ficar horas descrevendo o museu, mas vou manter minha promessa de ser curta e grossa, ok?

Depois disso, e depois de ter passado na loja de suvenir e ter gastado uma nota preta, fomos almoçar num restaurante chamado “Ha!Ha”, demais neh? Onde o único garçom ama o Brasil, os brasileiros e qualquer coisa ligada a nossa cultura! Isso é um fato engraçado. Com certeza em vários lugares tem brasileiro sofrendo preconceito (tipo em Madrid!). Mas na maioria dos lugares que nós vamos, somos tratados super bem. Tudo bem que eles acham que todo o mundo sabe jogar futebol e sambar. Mas ainda assim é melhor do que muita coisa que ouvimos por ai!


Com a barriguinha cheia, fomos passear pelo Albert Docks. Tiramos várias fotos e matamos o tempo para chegar a hora mais esperada do dia: o Magical Mystery Tour! Para quem não sabe esse também é o nome de um álbum e de um filme dos Beatles em sua fase mais psicodélica! O tour passou por todos os lugares que tem a ver com a história da banda, citada nas músicas e conhecidas pelos fãs. Como a rua “Penny Lane”, a creche “Strawberry Fields” e casa dos quatro integrantes – a única casa que se pode entrar é na do Paul McCartney, mas só durante alguns meses do ano. E foi ai que vimos realmente vi como a cidade é bonita. Apesar de ter feito muito frio tinha sol, o que ajudou bastante! Um lugar bem arborizado, muitas casas e quase nenhum prédio. Parece parado no tempo, dependendo do lugar em que se passa. Muitas das construções são bem antigas, como quase em todos os lugares da Europa, e bem conservadas. Liverpool é um lugar que vale a pena se passar mais que um dia!


O passeio terminou no pub The Cavern, o lugar onde os Beatles tocaram mais de 200 vezes no inicio da carreira. E lá nós tomamos algumas pints e eu continuava em choque, depois desse dia maravilhoso, que infelizmente chegava ao fim! Voltamos para o aeroporto – que é bem pequeno e às 20 horas já estava com todas as lojas fechadas! – super cansados, mas super felizes!


A viagem de volta para Dublin foi super rápida. O problema mesmo foi a imigração, que estava lotada. Nós três estávamos muito cansados e tivemos que esperar, no mínimo, meia hora até chegar a nossa vez. Também, chegamos em casa não havia mais fome nem vontade de tomar banho! Eu, pelo menos, só via a cama na minha frente!