quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Madrid - Parte 3 - E acabou! Ufa!!

Saímos de lá cansados, mas como era nosso último dia, queríamos muito passear mais um pouco. Fomos ao centro de Madrid, em Puerta Del Sol. Compramos “souvenires”, tiramos fotos com o urso na macieira (símbolo de Madrid), paramos numa loja que estava com promoção (las rebajas!) e ai... fizemos a festa, né!? Eu e a Rha somos muito consumistas. Não conseguimos nos conter! Eu comprei duas bolsas e uma bota (de cowboy, muito moderna! Haha!) e a Rha comprou duas botas e uma bolsa! Tive até que comprar uma mala porque sabia que não iria caber na que eu levei de Dublin!
Voltamos pra casa, felizes e contentes, porém mais pobres! Comemos mais um pouco, conversamos mais um monte. Claro que dormimos super tarde e de manhãzinha estávamos indo ao aeroporto. Mal sabíamos o que nos aguardava.
Chegamos cedo porque a idéia inicial era passar um tempinho no Duty Free (porque o de Madrid é fan-tás-tico!). Mas nossos planos foram por água abaixo na hora de fazer o check-in. Ouvimos o maior absurdo de todos os absurdos já ouvidos num aeroporto:
-Tem uma lei nova estipulada pela Ryan Air que começa hoje e só vale aqui em Madrid: bolsa agora conta como bagagem de mão.
Nossa, mas o sangue subiu na minha cabeça. A minha vontade era dar um soco na cara do funcionário, que disse isso com a maior cara de pau, com a alma limpa mesmo, sabe? Depois de alguns minutos discutindo com aquela mula desistimos e resolvemos despachar minha mala.
Como ela estava sem cadeado achei melhor embrulhá-la no plastic bag por ser mais seguro. Voltamos para a fila e começamos a reparar que a nova lei que nos foi informada só valia para não-europeu. Quem tinha passaporte vermelho era capaz até de levar uma mala de 32 kg como bagagem de mão. Isso acabou com nossa viagem. Já não dava mais tempo de passar no free shop e quando fomos para o portão de embarque já tinha uma fila enorme. Nem nos abalamos, fomos comer calmamente e fomos umas das últimas a entrar no avião.

A cereja do bolo foi o vôo de volta! Só tinha espanhol no avião! Parecia uma feira! Era um na ponta gritando pro outro do fundo, criança chorando, gente rindo. Uma menininha chata chutou a cadeira da Rhaissa o tempo todo. Foi horrível. Parecia a primeira vez que eles viajavam de avião!
Agora me diz no que eles são tão melhores que a gente? Em nada, né! Porque nem educação esse povo tem! Eles se acham os donos do mundo e na verdade não são nada, absolutamente nada.

Sem dúvidas nós adoramos os 3 dias que passamos. Mas sei bem que foi pelos nossos amigos, não pelas pessoas muito menos pelo tratamento que tivemos naquele aeroporto idiota!

comentário importante da Rha: "se não tivessem espanhóis lá teria sido muito melhor!" hahahahaha!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Madrid - Parte 2

Demoramos uns 40 minutos para chegar na casa da Titi e do Marcello. E foi o tempo de parar de nevar e começar a chover! Mas chegamos bem graças à memória infalível de Rhazinha! Primeiro encontramos Marcellito! Fizemos tanta festa no hall do prédio em que eles moram que uma senhorinha até saiu de casa para nos dar um olhar de reprovação – também conhecido como “as boas vindas do povo espanhol”!


Encontramos a Titi no meio do caminho de uma surpresinha que eles arranjaram pra gente: almoço na casa de uma brasileira, D.Cida, que serve comida pra gente matar um pouquinho da saudade de casa! Por 10 euros podíamos comer, a vontade, arroz, feijão (de verdade), bife acebolado, salada e guaraná antártica! De lá, voltamos pro apartamento deles pra descansar um pouco e ter forças para sair a noite. Até parece! Não dormimos coisa nenhuma! Nem saímos! Ficamos conversando, fofocando, falando mal de um monte de gente, rindo, rindo e rindo mais um pouco! Até assistimos novela! Fofocamos mais um pouco e lá pelas 2 da manhã fomos dormir!
Acordamos às 14:30, comemos e fomos à escola de espanhol deles. Impressionante como eles são queridos lá. E como todos da escola foram simpáticos! Igualzinho ao povo da nossa escola de inglês! Haha! Pegamos um mapa e, como já estava bem tarde para fazer muitas coisas, fomos ao Parque do Retiro. E ainda conseguimos ver mais neve, mesmo que esta já tivesse cessado. E, dentre muitas fotos bestas, tivemos a brilhante, porém nada original, idéia de fazer uma guerrinha de neve! Foi bem divertido, até a Rha jogar uma bolinha de neve bem na minha cara! Hahaha!

Passeamos no parque por mais um tempo e de lá fomos a um barzinho comer um lanchinho típico espanhol. Cada um pediu um prato, cujos nomes não vou lembrar agora! E pedimos uma porção de “croquetes de jamóm” – surreal! Mas isso era só uma boquinha! Não podíamos comer muito porque, no dia anterior, tínhamos feito uma encomenda na casa da D. Cida: 8 coxinhas e 8 pães de queijo! Infelizmente, por problemas pessoais, ela não conseguiu levar nossos snacks. Então o Marcellito teve que comprar macarrão e cozinhar pra gente! Tentamos dormir cedo com o objetivo de acordar cedo e aproveitar mais do dia seguinte.

Na quinta-feira, nosso último dia de verdade lá, não teve jeito! Acordamos tarde de novo! Mas saímos de casa o mais rápido possível para almoçar num restaurante brasileiro chamado “Picanha” – o nome dispensa explicações! Comemos até não agüentar mais! Com direito até a suco de caju e de maracujá! Saímos de lá meio pesados, mas tínhamos a obrigação de conhecer alguns pontos turísticos da cidade! Fomos ao museu Reina Sofia, passando pela estação de trem que sofreu o ataque terrorista em 11 de março de 2004. No museu vimos obras lindas de Miró, Salvador Dalí, Picasso e por ai vai. Mas nada se compara à Guernica, do Picasso. Que sensação estranha. Primeiro, porque o quadro é gigante. Ocupa uma parede inteira. Tem uma fita de segurança no chão, se você passar daquele ponto o alarme dispara (como se alguém fosse conseguir sair de lá despercebido com um quadro daquele tamanho! Haha!). Segundo porque nas salas ao lado da que se encontra a Guernica têm os rascunhos de Picasso, tudo que ele desenhou até chegar à obra pronta. Depois dessa overdose da Guernica nós ficamos super esgotados. Só passamos em mais algumas salas que tinham quadros surrealistas (a maioria de Salvador Dalí).

sábado, 24 de janeiro de 2009

Madrid - Parte 1


Semana passada, do dia 13/01 ao dia 16/01, fizemos nossa segunda viagem internacional desde que chegamos aqui. Fomos à Madrid visitar nossos amigos Mackenzistas Titi e Marcello, que moram lá há seis meses.

Saímos de Dublin na terça-feira, nosso vôo era às 7:30 da matina. Tínhamos que estar no aeroporto às 5:30, então acordamos às 4:30. Ou seja, entramos no avião e... ZZZZZZZZZZZ! Acordamos bem em tempo de ver o pouso em terras madrileñas. Imagine nossa surpresa ao olhar pela janelinha e ver todo gramado ao redor da pista branco: era neve! A coisa mais linda! Já deu pra entender que eu e a Rha nunca tínhamos visto neve, né?! Mas antes de realmente curtir esse momento único de nossas vidas tínhamos que passar pela temida IMIGRAÇÃO ESPANHOLA!

Já tenho que me defender aqui e dizer que eu fiz um acordo comigo: ficar quietinha! Não falo espanhol, fato. Então cheguei à conclusão que seria melhor para todos se eu ficasse calada ao invés de falar besteira e ser motivo de risada pelo resto da vida (vide “yo no sabo!”). Mas não tive como escapar. Na cabine de imigração nos pediram para preencher um formulário com nossas informações como onde iríamos ficar (isso geralmente é entregue aos passageiros no avião, durante o vôo, para poupar tempo, mas tudo é “especial” na imigração da Espanha!). Só que ninguém tinha caneta então tive que buscar uma no Balcão de Informações, que era meio afastado da cabine. E lá fui eu, deixando a Rha sozinha com os policiais.

Não faziam nem 5 minutos que eu estava em Madri e estava prestes a soltar minha primeira pérola. Já falei que eu não falo espanhol, né?! Pois não tive dúvida: “Tienes una ...pen?”! Enquanto isso, na imigração... a Rha, que até se vira bem falando espanhol, estava falando em inglês com A policial (ênfase no “a” porque as mulheres são muito mais chatas que os homens):

Policial: Você é irlandesa?
Rhaissa: Não...
P: Então fale sua língua, fale português.
R: Tá bom então.
P: Quanto tempo você vai ficar aqui?
R: 3 dias.
P: Onde você vai ficar?
R: Na casa de uma amiga.
P: Ela é espanhola?
R: Não, é brasileira. Mas mora aqui há 6 meses.
P: Cadê o bilhete de volta?
R: Com a minha amiga ali – eu, no caso, que estava pegando uma pen!
P: Ela é espanhola? – vixi, to enganando até a imigração!
R: Não, ela é brasileira também.
P: Eu preciso do bilhete de volta. – calma, já to chegando! - Até que dia vocês ficam aqui?
R: Até sexta-feira.
P: ??????????????????????? – vai espertona! Não queria que ela falasse em português? Mas você não entende, né?
R: SEXTA – FEIRA! – mula!
P: O que você quer dizer com “sexta- feira”?
R: ... Friday! – hahahahahahahahahah!
P: ??????????????????????? – ah tá! Não pode falar em inglês porque você não entende! Um policial ao lado dela sussurrou: “Viernes!”. A Rha estava se matando de rir por dentro!

Cheguei bem nessa hora, por isso não passei pelo stress da imigração! A única pergunta que me foi feita pelO oficial foi:

-Veio para as “fiestas” de Madrid? – com um sorrisinho besta no rosto!

Ai foi minha vez de ficar com cara de ponto de interrogação!

-Fiestas! Parties!

Olhei pra cara da Rha, pra cara do policial e soltei minha segunda pérola:

-No espanol!

Mas tenho que me defender de novo! Não é que eu não sabia o que ele estava falando, eu só não sabia o que responder! E deveria ter ficado quietinha, mas nãããão:

-São “buenas las fiestas”? – hahahahahahahah!E acabou todo mundo rindo da minha cara, menos a policial burrinha! Finalmente, entramos em Madri! Conseguimos! Agora, a primeira coisa a ser feita era sair do aeroporto para ver a neve de verdade! Ficamos uns 10 minutos na rua, tirando foto e ligando para todos sobre a novidade! Só faltava uma placa no nosso pescoço: “Turistas”!

domingo, 18 de janeiro de 2009